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Engenharia Civil

O que é flambagem? Entenda o fenômeno estrutural na engenharia civil

2 semanas atrás
8 min de leitura

A flambagem é um dos fenômenos mais críticos e silenciosos da engenharia civil, responsável por falhas estruturais que muitas vezes ocorrem de forma súbita e sem aviso prévio. 

Diferente de rupturas causadas por excesso de carga direta, a flambagem está associada à instabilidade estrutural, especialmente em elementos submetidos à compressão, como pilares e colunas.

O que é flambagem na engenharia civil?

Ela é definida como a perda de estabilidade de um elemento estrutural comprimido, que passa a se deformar lateralmente antes de atingir a resistência dos materiais. 

Esse deslocamento lateral pode parecer pequeno no início, mas cresce rapidamente até levar ao colapso. 

Diferentemente de falhas por tração ou flexão excessiva, a flambagem ocorre mesmo quando o material ainda não apresentou fissuras ou sinais visíveis de ruptura. Assim, trata-se de um fenômeno silencioso e altamente perigoso.

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Conceito estrutural da flambagem

Do ponto de vista estrutural, ela está relacionada ao equilíbrio entre forças internas e externas que atuam sobre o elemento. 

Quando a carga de compressão atinge um valor crítico, o equilíbrio se torna instável e qualquer pequena imperfeição geométrica provoca grandes deslocamentos laterais. 

Esse conceito explica por que estruturas aparentemente robustas podem falhar de forma repentina. Portanto, o estudo da flambagem é essencial para garantir estabilidade e segurança.

Como ocorre o fenômeno da flambagem?

O fenômeno ocorre quando um elemento estrutural comprimido ultrapassa sua carga crítica de estabilidade, passando a apresentar deformações laterais progressivas. 

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Mesmo pequenas imperfeições iniciais, como desvios geométricos ou excentricidades de carga, podem desencadear o processo. 

À medida que a carga aumenta, essas deformações se ampliam rapidamente, levando ao colapso. Assim, ela está mais ligada à forma e às condições de apoio do que à resistência do material.

Esforços de compressão e instabilidade estrutural

Os esforços de compressão são os principais responsáveis pelo surgimento da flambagem. Quando um elemento é comprimido axialmente, ele tende a encurtar, mas também pode se deslocar lateralmente se não houver rigidez suficiente. 

Esse deslocamento reduz ainda mais a capacidade resistente do elemento, criando um efeito em cadeia. Dessa forma, a instabilidade estrutural se instala de maneira progressiva e perigosa.

Relação entre esbeltez e flambagem

A esbeltez é a relação entre o comprimento do elemento e suas dimensões transversais, sendo um dos fatores mais importantes na flambagem. Elementos muito longos e finos são naturalmente mais suscetíveis à instabilidade lateral. 

Por exemplo, um pilar alto e estreito tende a flambar com cargas menores do que um pilar curto e robusto. Portanto, controlar a esbeltez é uma estratégia essencial no dimensionamento estrutural.

Quais estruturas estão sujeitas à flambagem?

A flambagem de pilares é um dos casos mais comuns na engenharia civil. Pilares suportam cargas verticais elevadas e, quando esbeltos, tendem a perder estabilidade lateral. 

Mesmo pequenas imperfeições construtivas podem intensificar esse comportamento. Por isso, pilares exigem atenção especial no cálculo estrutural e na execução da obra.

Flambagem de colunas

As colunas, especialmente em estruturas metálicas, também estão altamente sujeitas à flambagem. Devido à leveza do material e à busca por soluções econômicas, essas peças costumam ser mais esbeltas. 

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Isso aumenta o risco de instabilidade se o dimensionamento não for rigoroso. Assim, o controle da flambagem em colunas é essencial para a segurança estrutural.

Flambagem em vigas

Embora menos comum, a flambagem em vigas pode ocorrer, especialmente em vigas metálicas submetidas à compressão em determinadas regiões. Esse tipo de flambagem geralmente está associado à flambagem lateral-torcional. 

Quando não considerada no projeto, pode levar a deformações excessivas e colapso. Portanto, vigas também merecem atenção nesse contexto.

Quais são os principais tipos de flambagem?

A flambagem elástica ocorre quando o material ainda está dentro do regime elástico no momento da instabilidade. Nesse caso, o elemento retorna à forma original se a carga for retirada antes do colapso total. 

Esse tipo é comum em elementos muito esbeltos. Assim, a flambagem elástica é fortemente influenciada pela geometria do elemento.

Flambagem inelástica

Na inelástica, o material já ultrapassou o limite elástico quando ocorre a instabilidade. Isso significa que parte da deformação é permanente, mesmo com a retirada da carga. 

Esse tipo ocorre em elementos menos esbeltos, onde a resistência do material também influencia. Portanto, a inelástica combina efeitos geométricos e mecânicos.

Flambagem local

A local acontece quando apenas partes da seção transversal sofrem instabilidade, sem que o elemento como um todo colapse imediatamente. Isso é comum em perfis metálicos de paredes finas. 

Embora pareça menos grave, pode comprometer seriamente a capacidade resistente. Assim, a flambagem local não deve ser negligenciada.

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A flambagem de pilares é um dos casos mais comuns na engenharia civil.

Quais fatores influenciam a flambagem?

Diversos fatores influenciam diretamente a ocorrência da flambagem em estruturas. Esses fatores estão relacionados tanto às características geométricas quanto às propriedades dos materiais e às condições de apoio. 

Ignorar qualquer um deles pode levar a erros graves de dimensionamento. Portanto, uma análise cuidadosa é indispensável.

Comprimento e condições de apoio

O comprimento efetivo de um elemento depende diretamente das condições de apoio nas extremidades. Apoios mais rígidos reduzem o comprimento efetivo e aumentam a carga crítica de flambagem. 

Já os apoios mais flexíveis tornam o elemento mais suscetível à instabilidade. Assim, o detalhamento dos apoios é tão importante quanto o dimensionamento da seção.

Propriedades do material estrutural

As propriedades do material, como módulo de elasticidade e resistência, influenciam o comportamento frente à flambagem. Materiais mais rígidos tendem a resistir melhor à instabilidade elástica. 

No entanto, materiais menos resistentes podem entrar em regime inelástico mais rapidamente. Dessa forma, a escolha do material impacta diretamente a segurança estrutural.

Geometria da seção transversal

A geometria da seção transversal define a rigidez do elemento em diferentes direções. Seções mais eficientes distribuem melhor os esforços e reduzem o risco de flambagem. 

Por outro lado, seções mal proporcionadas aumentam a vulnerabilidade. Assim, o estudo da geometria é essencial no projeto.

Quais são os riscos da flambagem em estruturas?

Os riscos da flambagem em estruturas estão associados ao colapso repentino e à falta de sinais prévios de falha. Esse tipo de colapso pode causar danos materiais e riscos à vida humana. 

Além disso, a flambagem pode comprometer toda a estrutura, não apenas o elemento afetado. Por isso, seus riscos são considerados elevados.

Colapso estrutural e falhas repentinas

O colapso por flambagem ocorre de forma abrupta, sem grandes deformações visíveis prévias. Isso dificulta a identificação do problema durante inspeções visuais. 

Como resultado, a falha pode acontecer sem aviso. Assim, a prevenção é sempre a melhor estratégia.

Impactos na segurança das edificações

A flambagem compromete diretamente a segurança das edificações. Um único pilar instável pode levar ao colapso progressivo da estrutura. Isso reforça a importância de projetos bem dimensionados e executados. Portanto, a segurança estrutural depende do controle rigoroso desse fenômeno.

Especializada em obras técnicas e científicas, a Ofitexto oferece livros fundamentais sobre estruturas, cálculo estrutural, materiais e fenômenos como a flambagem, ajudando estudantes e profissionais a tomar decisões mais seguras e embasadas. 

Investir em leitura de qualidade é fortalecer sua base técnica e evoluir com segurança na engenharia civil.

O que mais saber sobre flambagem?

Veja, então, as dúvidas mais comuns sobre o assunto.

A flambagem pode ocorrer mesmo sem ruptura do material?

Ela pode ocorrer mesmo quando o material ainda está dentro de seus limites de resistência. 

Por que os pilares são mais suscetíveis à flambagem?

Pilares são elementos geralmente longos e esbeltos, submetidos predominantemente a esforços de compressão. 

Essa combinação favorece a instabilidade lateral, principalmente quando o comprimento é elevado em relação à seção transversal, aumentando o risco de flambagem.

Qual a diferença entre flambagem e compressão simples?

Na compressão simples, o elemento resiste à carga sem apresentar deformações laterais significativas. 

Já na flambagem, ocorre uma perda de estabilidade, fazendo com que o elemento se desloque lateralmente antes mesmo de atingir a resistência máxima do material.

A flambagem pode acontecer em estruturas de concreto?

Embora seja mais comum em estruturas metálicas, a flambagem também pode ocorrer em elementos de concreto, especialmente em pilares esbeltos. 

Como a flambagem é considerada nas normas técnicas?

As normas técnicas estabelecem critérios de dimensionamento que levam em conta a esbeltez, os coeficientes de segurança e as condições de apoio. 

Esses parâmetros garantem que a carga crítica de flambagem não seja atingida durante a vida útil da estrutura, assegurando estabilidade e segurança.

Resumo desse artigo sobre flambagem

  • A flambagem é um fenômeno de instabilidade estrutural associado à compressão;
  • Ela ocorre antes da ruptura do material e pode causar colapso repentino;
  • Pilares, colunas e vigas esbeltas são os mais suscetíveis;
  • Fatores como esbeltez, material e apoio influenciam diretamente a flambagem;
  • A prevenção depende de bom dimensionamento, análise e execução adequada.

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