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Geologia e Minas

Novas jazidas de diamante no Brasil

fevereiro 4, 2013
4 min de leitura

Oito especialistas do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) mapearam e identificaram dezenas de novas áreas potencialmente ricas em diamantes no País

Essa iniciativa faz parte do projeto Diamante Brasil, cujas pesquisas de campo começaram em 2010. Desde então, os geólogos visitaram cerca de 800 localidades em diversos estados, recolheram amostras de rochas e efetuaram perfurações para descobrir mais informações sobre as gemas de cada um dos pontos.

O ponto de partida para as expedições foi uma lista deixada ao governo pela empresa De Beers, gigante multinacional do setor de diamantes que prestava serviços para o Brasil na área de mineração. Neste documento, constavam as coordenadas geográficas de 1.250 pontos, entre os quais muitos kimberlitos.

Apesar das informações sobre as possíveis localidades dessas jazidas, não havia detalhes sobre quantidades, qualidade e características das pedras, impulsionando o trabalho de campo dos geólogos.

O objetivo principal dos pesquisadores era fazer uma espécie de tomografia das áreas diamantíferas no território brasileiro, visando atrair investimentos de mineradoras e eventualmente ajudar a mobilizar garimpeiros em cooperativas. Essas medidas podem trazer um aumento na produção de diamantes em território nacional e coibir as práticas ilegais relacionadas a essas pedras preciosas.

Atualmente, o Brasil conta principalmente com reservas dos chamados diamantes industriais e de gemas (para uso em joias). Os de gemas são os que fazem girar mais dinheiro, considerando que um diamante desses pode ser vendido em um garimpo do Brasil por R$ 2 milhões. Já o valor da pedra lapidada pode chegar a R$ 20 milhões.

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Os detalhes dos achados ainda são mantidos em sigilo. Com o fim do trabalho de campo, os geólogos do Diamante Brasil darão início à descrição dos minerais encontrados e às análises das perfurações feitas pelas sondas. A intenção dos pesquisadores é divulgar todos os dados em 2014.

O que é um kimberlito?

De acordo com Mario Luiz Chaves, doutor em geologia pela Universidade de São Paulo e professor adjunto da UFMG, kimberlitos são rochas híbridas, ígneas ultramáficas, potássicas e ricas em voláteis, com origem a mais de 150 km de profundidade, que chegam à superfície por meio de pequenas chaminés vulcânicas ou diques. Normalmente, os diamantes são encontrados neste tipo de rocha. Confira uma foto:

Foto de um kimberlito, achado nas jazidas de diamante.

Kimberlito Braúna: o primeiro kimberlito brasileiro (Fonte: Portal do Geólogo)

 Os cinco maiores diamantes lapidados do mundo

A obra Diamante: a pedra, a gema, a lenda, de autoria do professor doutor Mario Luiz Chaves e do doutor em Engenharia de Minas Luís Chambel, aborda aspectos geológicos e de mineração relacionados aos famosos minerais e traz diversas curiosidades para os leitores.

Abaixo separamos uma lista baseada no livro com dados sobre os maiores diamantes do mundo e fotos incríveis de cada um deles.

Cullinan I

Essa pedra foi encontrada em 1905 na África e recebeu o nome de Cullinan em homenagem ao dono da mina, Thomas Cullinan. É considerado o maior diamante já encontrado e pesa 3.106 quilates. Atualmente, adorna o Cetro do Soberano, propriedade real da Inglaterra.

Foto do diamante Cullinan I, o maio já encontrado em jazidas de diamante.

(Fonte: Pinterest)

Incomparable

O Incomparable, ou Imcomparável, tem uma história curiosa: foi encontrado em 1984 por uma garota em uma pilha de cascalho próxima à mina MIBA Diamond, no Congo. Considerado inútil pela administração da mina, o cascalho foi descartado com a pedra, e a menina acabou descobrindo o segundo maior diamante bruto do mundo, com 890 quilates. O corte do diamante gerou 14 gemas menores e o Incomparável, um diamante dourado com 407,48 quilates.

Foto do Incomparable, encontrado por acaso próxima às jazidas de diamante.

(Fonte: Langerman Diamonds)

Cullinan II

O Cullinan II, conhecido como Pequena Estrela da África, foi encontrado no mesmo ano e local que o Cullinan I. Com 317,4 quilates (63,48 g), é o terceiro maior diamante lapidado do mundo, e foi colocado na coroa imperial, também pertencente à realeza da Inglaterra.

Foto do Cullinan II, encontrado nas mesmas jazidas de diamante que o Cullinan I.

(Fonte: Dharmanandan Diamonds)

Grão Mogol

Encontrado na Índia em 1550, pesa 793 quilates. A pedra deu nome a um município em Minas Gerais. O paradeiro atual dessa preciosidade é desconhecido.

Foto do Grão Mogol, encontrado em jazidas de diamante na Índia.

(Fonte: Wikipedia)

Nizam

O Nizam é o diamante mais antigo desta lista e foi descoberto na Índia em 1830. A pedra tem 227 quilates e já adornou coroas e joias reais (Elizabeth). Atualmente ninguém sabe ao certo qual foi o seu último destino.

Foto do Nizam, também encontrado em jazidas de diamante na Índia.

(Fonte: Pinterest)

Para saber como se formam os diamantes, veja também a matéria do Comunitexto sobre alguns dos processos mais usuais!


Para saber mais

Gostou da notícia? Confira o livro Diamante: a pedra, a gema, a lenda, dos autores Luís Chambel e Mario Luiz Chaves, e saiba mais sobre os aspectos geológicos e de mineração dessa pedra preciosa.

A obra também traz curiosidades e belas ilustrações, sendo indicada para estudantes de Geologia, Minas e Gemologia, e para todos os fascinados pela magia dos diamantes e o seu universo.

diamantes gemologia

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