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Geografia

Um novo Estado de São Paulo?

4 meses atrás
6 min de leitura

Entre as propostas de divisão territorial que já surgiram no Brasil, a de São Paulo levanta debates sobre equilíbrio federativo e representatividade, mas também desperta reflexões sobre identidade regional, desenvolvimento e os impactos de uma transformação tão profunda na estrutura administrativa brasileira.

Qual é a proposta de dividir o Estado de São Paulo?

Entre as diversas propostas polêmicas para divisão dos Estados brasileiros, como as de Pará e Mato Grosso, uma delas se destaca pela ousadia: dividir o Estado de São Paulo, que é, economicamente, o mais forte do País.

Ilustração das regiões administrativas de São Paulo.

Regiões administrativas do Estado de São Paulo (Fonte: Secretaria da Agricultura e Abastecimento)

Segundo o geógrafo José Donizete Cazzolato, autor do livro Novos Estados e a divisão territorial do Brasil, o Estado de São Paulo seria composto pelo:

  • litoral;
  • vales do Paraíba e do Ribeira;
  • além da Região Metropolitana de São Paulo.

Seria criado, então mais um Estado: o Interior Paulista, com a capital em Campinas. A divisão territorial proposta no livro busca aprimorar o equilíbrio da Federação e leva em conta área, população e municípios, reconhecendo também a identidade caipira.

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Para o geógrafo, então, a nova divisão do Estado impulsionaria o desenvolvimento econômico e social dos dois novos Estados, e aumentaria a representatividade dos paulistas no Congresso – seriam o dobro de deputados e senadores.

O autor aplica os critérios da geografia propostos, além disso, constrói um possível cenário com 37 Unidades da Federação, dos quais 33 Estados e 3 Territórios Federais.

Projetos anteriores sobre o desmembramento de São Paulo, sugeriram, sem sucesso, a criação de “São Paulo do Leste” e “São Paulo do Sul”. Cazzolato esclarece que, de fato, há ao menos 30 projetos para criação de novos Estados, nas cinco regiões do País.

Vista aérea do centro de São Paulo com destaque para o Edifício Copan, sua forma curva e moderna em meio a diversos prédios
Os principais critérios que justificam a divisão do Estado de São Paulo são a população, a área territorial e a identidade regional.

Como seria o possível novo Estado com capital em Campinas?

O projeto de divisão do Estado de São Paulo propõe que o Interior Paulista se torne uma nova unidade federativa, com Campinas assumindo o papel de capital. 

A escolha da cidade não é aleatória, pois Campinas já possui: 

  • infraestrutura consolidada;
  • grande relevância acadêmica e tecnológica;
  • além de uma localização estratégica que conecta diferentes regiões do interior. 

Ao analisar essa ideia, percebe-se que Campinas já funciona como um polo de influência dentro do estado. Universidades de renome, centros de pesquisa e a presença de empresas multinacionais fazem da cidade um verdadeiro motor de inovação. 

Além disso, o Aeroporto de Viracopos e a proximidade com rodovias importantes reforçam seu papel estratégico. 

Se transformada em capital estadual, então, a cidade teria condições de organizar uma administração moderna, próxima das necessidades da população interiorana, sem depender tanto da metrópole paulistana.

Impacto cultural e simbólico da escolha

Além da estrutura econômica e logística, Campinas carrega simbolismo histórico e cultural que poderia sustentar sua posição como capital. 

A cidade tem tradição na luta política, em movimentos sociais e também no desenvolvimento científico. Tornar-se sede administrativa do novo Estado reforçaria esse papel de protagonismo, além de valorizar a identidade cultural interiorana.

Quais critérios justificam a divisão do Estado de São Paulo?

Os principais critérios que justificam a divisão do Estado de São Paulo são a população, a área territorial e a identidade regional. 

A análise parte do pressuposto de que São Paulo, por ser o estado mais populoso e economicamente relevante do país, concentra excessiva representatividade em comparação a outros estados. 

Criar uma nova unidade federativa permitiria distribuir melhor essa representatividade e dar voz às regiões que muitas vezes não conseguem disputar espaço com a capital.

O território paulista é imenso e reúne realidades muito distintas. No litoral, por exemplo, a economia gira em torno do turismo e do comércio; já no interior, o agronegócio e a indústria têm papel central. 

Essa diversidade dificulta uma administração homogênea, e a divisão territorial poderia facilitar a gestão e o atendimento das demandas regionais. 

Assim, Campinas como capital do Interior Paulista se tornaria símbolo da descentralização e da busca por maior equilíbrio na federação.

Para compreender melhor os motivos que sustentam essa proposta, vale detalhar os três critérios fundamentais:

  • população: São Paulo concentra mais de 40 milhões de habitantes, o que dificulta a representatividade justa no Congresso;
  • área territorial: a grande extensão geográfica do estado gera desafios administrativos e desigualdades regionais;
  • identidade regional: o interior possui cultura própria, fortemente marcada pelo espírito caipira e pela vida rural.
Vista panorâmica de Belo Horizonte com prédios altos, áreas verdes e horizonte urbano que se estende até as montanhas
Campinas foi escolhida pela infraestrutura e localização estratégica

O peso da população na representatividade política

O tamanho populacional de São Paulo é, ao mesmo tempo, força e desafio. Apesar de sua relevância econômica, o estado tem apenas três senadores, como qualquer outro. 

Com a divisão, então, o Interior Paulista teria sua própria bancada, dobrando a presença no Congresso e ampliando a força política da região.

A fragmentação também facilitaria a gestão de políticas públicas em saúde, educação e segurança, ao permitir ações mais específicas para cada realidade. 

Grandes estados sofrem com a centralização e deixam áreas distantes da capital em desvantagem.

A área territorial como obstáculo à administração eficiente

As dimensões de São Paulo dificultam a uniformidade administrativa e ampliam desigualdades. Regiões distantes carecem de investimentos e atenção do governo. 

Dividir o território permitiria governos mais próximos, capazes de atender demandas locais e impulsionar setores específicos. Experiências internacionais mostram que novas unidades federativas podem melhorar a gestão pública. 

No caso paulista, por exemplo, o interior teria condições de equilibrar desenvolvimento e governança, fortalecendo a federação.

A identidade regional como fundamento cultural

O interior de São Paulo construiu ao longo dos séculos uma identidade própria, marcada pelo estilo de vida caipira, pela música sertaneja e pelas tradições rurais. Assim, essa cultura raramente tem espaço nas decisões centralizadas da capital.

Com a criação de um novo estado, a identidade regional ganharia visibilidade institucional, políticas públicas poderiam valorizar tradições locais e o turismo cultural seria fortalecido. O reconhecimento cultural reforçaria o senso de pertencimento da população.

Mas e você, leitor? É a favor ou contra a divisão de São Paulo?

Qual obra ler sobre o assunto?

A obra Novos Estados e a divisão territorial do Brasil: uma visão geográfica, de João Donizete Cazzolato, está disponível em nossa livraria técnica em formato eBook!

Capa do livro Novos estados e a divisão territorial do Brasil, que reconta a proposta de um novo São Paulo.

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Resumo desse artigo sobre São Paulo

  • A proposta de divisão de São Paulo sugere a criação do Estado do Interior Paulista, com capital em Campinas;
  • Campinas foi escolhida pela infraestrutura, localização estratégica e relevância acadêmica e econômica;
  • Os critérios para justificar a divisão são população, área territorial e identidade regional;
  • A nova configuração aumentaria a representatividade política dos paulistas no Congresso;
  • A identidade caipira e a cultura interiorana seriam valorizadas como elementos centrais do novo Estado.
divisão territorial estado de São Paulo geopolítica

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