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Geologia e Minas

Entrevista com o geólogo Haakon Fossen

outubro 29, 2018
4 min de leitura

Geólogo e professor na Universidade de Bergen (NOR), Haakon Fossen falou sobre as novidades da segunda edição de Geologia Estrutural

Imagem de formação rochosa com a parte superior marrom e a parte inferior cinza.

(Fonte: Divulgação)

Comunitexto (CT): O que motivou você a escrever uma nova edição e o que há de novo nela?

Haakon Fossen (HF): O primeiro livro foi bem recebido e resultou em uma segunda edição, tanto em inglês quanto em português, mas a edição em inglês e a edição em português, desta vez, são um pouco diferentes.

Por que são diferentes? Há muitas coisas na edição em inglês que melhoraram desde a primeira edição e todas essas melhorias foram incorporadas neste livro. Sobre a edição brasileira, eu passei muito tempo no Brasil e fiquei sabendo das necessidades dos estudantes brasileiros um pouco melhor, o que me fez colocar muitos exemplos nesta nova edição brasileira.

CT: Qual a importância de manter o material atualizado?

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HF: Bem, é um livro didático, então não é o tipo de material que você precisa atualizar todo ano. Eu diria que a cada cinco anos há uma necessidade de uma nova edição, e você quer colocar este livro na frente do que está acontecendo e complementá-lo com novas técnicas, visões, referências etc. Como eu disse, não é algo que eu tinha no fundo da minha mente o tempo todo, meio que fazer anotações, mas acabei sendo influenciado por essa necessidade em ampliar os horizontes e trazer novidades que tenho visto em meus estudos.

CT: É possível mensurar o quanto a Geologia mudou desde a primeira edição para essa nova?

HF: Há duas coisas que mudaram. Uma delas é o surgimento das novas ideias e dados da Geologia. Trata-se de um objeto de estudo que você desenvolve o tempo todo. Por exemplo, eu estou constantemente revendo coisas, porque nós temos que admitir que não sabemos tudo sobre isso. Estamos sempre ganhando algo que as pessoas nunca viram antes. Estamos indo para o campo o tempo todo, tirando novas fotos, fazendo novas ilustrações para trabalhos e outras coisas, então, em conclusão, sempre há algo que pode ser melhorado.

CT: Como você vê o Brasil no campo da geologia estrutural?

HF: O Brasil tem muita geologia estrutural interessante e muita ciência boa tem sido desenvolvida por bons professores, mas a geologia estrutural é um campo relativo e estreito que não é tão bem desenvolvido. No geral, existem poucos geólogos estruturais. A maioria dos professores e profissionais faz um pouco de geologia estrutural junto com outras coisas, como geologia metamórfica, geocronologia etc. Além disso, quando você faz isso, não obtém uma profunda compreensão da geologia estrutural. Vejo que há necessidade de atualizar partes da comunidade geológica brasileira, o que não é crítico ou negativo, acontece com outros países.

CT: E a segunda edição de Geologia estrutural pode ajudar nesse desenvolvimento?

HF: Por isso, recomenda-se o livro Geologia estrutural, algo que pode ajudá-lo a adicionar novas ideias, informações e técnicas à mente das pessoas, e estou muito feliz em colaborar com os alunos. Também é útil ter qualquer tipo de contribuição vinda de fora, compartilhando algumas ideias, conceitos e vendo coisas de um ângulo diferente. É assim que as coisas acontecem.

CT: Para encerrar, que tipo de conselhos você daria aos estudantes dessa área?

HF: Eu sempre digo aos alunos que o mais importante é se concentrar em algo que você está interessado, porque se você não está interessado é muito mais difícil lidar com isso, em termos de estudar e fazer o seu trabalho. Vai ser uma vida longa fazendo isso, por isso certifique-se de fazer a escolha certa.

Também digo que é importante ficar em contato com as rochas se você quer ser um geólogo, e o geólogo estrutural, em particular, precisa ir a campo ver as estruturas e ligar isso com algumas observações técnicas e levá-las ao laboratório. Você precisará aprender o mínimo de matemática, provavelmente alguma física também será boa. Não fique longe dessas fórmulas. Há uma grande necessidade de bons geólogos estruturais na América do Sul em geral. Se o aluno estiver interessado, encorajo-o a estudar geologia estrutural.


Para saber mais

Já está disponível em nossa livraria técnica a obra Geologia estrutural (2ª edição). Escrita pelo geólogo Haakon Fossen, a segunda edição traz um capítulo sobre juntas e veios, exemplos adicionais de diversas partes do mundo e novos exercícios, ilustrações e animações on-line.

Capa de Geologia estrutural (2ª ed.), escrita pelo geólogo Haakon Fossen.
falhas geológicas geologia estrutural mineração a céu aberto rochas

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