Resumo rápido: O permafrost em degelo representa um dos maiores riscos climáticos globais da atualidade.
O permafrost é uma das peças mais sensíveis e estratégicas do sistema climático global. Embora esteja localizado principalmente em regiões frias e remotas do planeta, seu degelo tem implicações que ultrapassam fronteiras e afetam o equilíbrio ambiental mundial.
O que significa permafrost e como ele se forma?
É o solo que permanece congelado por pelo menos dois anos consecutivos, formando uma camada rígida abaixo da superfície terrestre.
Então, ele se desenvolve em regiões extremamente frias, onde as temperaturas médias anuais permanecem abaixo de zero. Ao longo do tempo, a água presente no solo congela e mantém sedimentos, rochas e matéria orgânica presos no gelo.
Além disso, pode ter poucos metros ou alcançar centenas de metros de profundidade, dependendo das condições climáticas.
Sua formação está ligada a ciclos prolongados de frio intenso, típicos de áreas polares e subpolares. Dessa forma, ele se torna um elemento essencial na dinâmica ambiental dessas regiões.
Permafrost onde fica? Regiões afetadas no planeta
Está concentrado principalmente no hemisfério norte, especialmente em áreas próximas ao Ártico. Países como Rússia, Canadá, Estados Unidos e Groenlândia possuem vastas extensões de solo congelado. Essas regiões apresentam clima polar ou subártico, condição essencial para sua existência.
Além disso, cerca de um quarto da superfície terrestre do hemisfério norte já foi coberta por ele. Mesmo em áreas onde ele não é visível na superfície, pode estar presente em camadas profundas. Dessa forma, sua distribuição global é mais ampla do que muitos imaginam.
Onde há permafrost no hemisfério norte
No hemisfério norte, o permafrost é encontrado principalmente na Rússia, Canadá e Groenlândia.
Essas áreas apresentam temperaturas médias anuais muito baixas, favorecendo a manutenção do solo congelado. Assim, grandes extensões permanecem preservadas há milhares de anos.
Além disso, regiões do norte da China e da Escandinávia também apresentam ocorrências significativas. Mesmo que não sejam totalmente cobertas, possuem zonas descontínuas. Portanto, o fenômeno está amplamente distribuído nas latitudes elevadas.
Presença de permafrost no Alasca e na Sibéria
O Alasca e a Sibéria concentram algumas das maiores áreas do planeta. Nessas regiões, o solo congelado pode atingir centenas de metros de profundidade. Por exemplo, na Sibéria oriental, o permafrost é contínuo e extremamente espesso.
Ainda mais, comunidades locais dependem da estabilidade desse solo para construção de casas e estradas. Quando o gelo derrete, a estrutura do terreno se altera. Assim, o impacto vai além do aspecto ambiental e atinge a vida cotidiana.
Áreas de permafrost em regiões montanhosas
Embora mais comum em áreas polares, ele também aparece em regiões montanhosas. Em altitudes elevadas, as temperaturas permanecem suficientemente baixas para manter o solo congelado. Isso ocorre em partes dos Alpes, Himalaia e Andes.

O permafrost está derretendo no Alasca?
O permafrost no Alasca está apresentando sinais claros de degelo acelerado devido ao aumento das temperaturas globais.
Desse modo, estudos científicos indicam que a região ártica aquece mais rapidamente do que a média mundial. Esse fenômeno intensifica o descongelamento da camada permanente.
Além disso, registros de temperatura mostram mudanças significativas nas últimas décadas. O solo que antes permanecia congelado durante todo o ano agora apresenta instabilidade crescente.
Por que o degelo do permafrost preocupa o mundo?
O degelo preocupa o mundo porque libera grandes quantidades de gases de efeito estufa armazenados no solo congelado. Ao descongelar, a matéria orgânica presa começa a se decompor. Esse processo libera carbono acumulado há milhares de anos.
Além disso, o fenômeno pode acelerar ainda mais o aquecimento global. O que antes estava aprisionado no gelo passa a circular na atmosfera. Assim, deixa de ser reservatório e torna-se fonte de emissões.
Liberação de gases de efeito estufa
Quando o solo congelado descongela, microrganismos passam a decompor matéria orgânica antiga. Esse processo libera dióxido de carbono e metano na atmosfera. Ambos são gases que intensificam o efeito estufa.
Emissão de metano e dióxido de carbono
O metano é especialmente preocupante porque possui alto potencial de aquecimento. Em ambientes alagados formados pelo degelo, sua emissão aumenta significativamente. No entanto, o dióxido de carbono contribui de forma contínua para o aquecimento global.
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O que mais saber sobre permafrost?
Veja outras dúvidas sobre o tema.
1. O permafrost existe apenas no Ártico?
Embora seja mais comum no Ártico, ele também está presente em partes da Antártica e em regiões montanhosas de alta altitude, como no Himalaia e nos Andes. Ocorre sempre que as condições climáticas mantêm o solo congelado por longos períodos.
2. O degelo do permafrost pode liberar doenças antigas?
Existe preocupação científica sobre a possível liberação de microrganismos preservados no gelo por milhares de anos. Em alguns casos, surtos localizados foram associados ao degelo, mas o risco global ainda está sendo estudado.
3. O permafrost influencia diretamente o nível do mar?
O degelo em si não eleva diretamente o nível do mar, pois ele está em terra firme. No entanto, sua contribuição para o aquecimento global acelera o derretimento de geleiras e calotas polares, o que impacta os oceanos.
4. Quanto carbono está armazenado no permafrost?
Estima-se que o permafrost armazene quase o dobro da quantidade de carbono atualmente presente na atmosfera. Essa reserva massiva é uma das principais razões pelas quais seu degelo preocupa tanto a comunidade científica.
5. É possível recuperar áreas afetadas pelo degelo do permafrost?
A recuperação é extremamente complexa. Como se trata de um processo ligado ao clima global, a principal estratégia envolve reduzir as emissões de gases de efeito estufa e investir em medidas de adaptação para minimizar impactos locais.
Resumo desse artigo sobre permafrost
- O permafrost representa risco ambiental global devido ao seu degelo acelerado;
- A instabilidade do solo afeta ecossistemas, infraestrutura e comunidades árticas;
- O descongelamento contribui para emissões de gases de efeito estufa;
- Impactos econômicos e sociais se estendem além das regiões polares;
- Ciência, cooperação internacional e redução de emissões são fundamentais para enfrentar o problema.



