Blog Ofitexto
  • Home
  • Quem Somos
  • Conselho Editorial
  • Sala de Autores
  • Webinars
    • Próximos Webinars
    • Talks
  • Eventos
  • Loja
Blog Ofitexto
  • Home
  • Quem Somos
  • Conselho Editorial
  • Sala de Autores
  • Webinars
    • Próximos Webinars
    • Talks
  • Eventos
  • Loja
      • Facebook
      • Instagram
      • Linkedin
Blog Ofitexto
FacebookXEmailLinkedInWhatsApp
Geografia

Entenda como funciona o ciclo diurno da temperatura

janeiro 8, 2019
4 min de leitura

O ciclo diurno é um padrão climático básico, impactando em questões como os níveis de dióxido de carbono na atmosfera, mediante a fotossíntese e a respiração celular.

O ciclo diurno da temperatura está associado à variação da radiação ao longo das 24 horas do dia. Após o pôr do Sol, num dia sem nuvens e com pouco vento, a temperatura vai diminuindo, ocorrendo o resfriamento radiativo da superfície terrestre. A temperatura diminui ao longo da madrugada e a mínima ocorre próximo ao nascer do Sol.

Com o aquecimento solar, a temperatura volta a aumentar. Ao meio-dia solar, o Sol atinge sua altura máxima no céu e a superfície recebe a maior quantidade de energia solar possível desse dia. Entretanto, a temperatura máxima do ar ocorre algumas horas após o meio-dia solar. Para entender essa defasagem, observe a figura abaixo:

Gráfico de radiação líquida e variação na temperatura do ar, para entender o ciclo diurno da temperatura.

Radiação líquida e variação na temperatura do ar (Fonte: retirada do livro Meteorologia: noções básicas, publicado pela Oficina de Textos Todos os direitos reservados)

A temperatura do ar responde à radiação líquida – diferença entre as radiações solar e terrestre –, e não à radiação solar. Enquanto essa diferença é positiva, ou seja, a radiação solar incidente é maior do que a radiação terrestre emitida – entre, aproximadamente, o nascer do Sol e 15h –, a temperatura do ar aumenta. A partir do momento em que a diferença se torna negativa, ou seja, a radiação terrestre emitida é maior do que a radiação solar incidente, a temperatura diminui.

Amplitude térmica depende da altura do Sol

Os processos que causam a variação de temperatura ao longo das estações do ano também interferem no ciclo diurno da temperatura. Porém, o ciclo diurno é muito mais curto do que o ciclo anual. Por esse motivo, a amplitude térmica – diferença entre as temperaturas máxima e mínima – diurna pode ser grande em algumas regiões.

Banner Ofitexto
Imagem da ponte Estaiada, em São Paulo, durante o dia, com os prédios ao fundo.

Em relação à umidade, quanto mais seco estiver o ar, maior será a quantidade de radiação infravermelha da superfície que atravessará a atmosfera de volta para o espaço, aumentando, assim, a amplitude térmica
(Fonte: Pixabay)

A amplitude térmica do ciclo diurno depende da variação da altura do Sol. Essa variação de temperatura ao longo do dia pode ser maior em latitudes baixas e menor em altas, ou seja, nos trópicos, a diferença de temperatura entre dia e noite é normalmente maior do que o contraste entre inverno e verão. O efeito de continentalidade também contribui para a amplitude diurna da temperatura, que é menor sobre os oceanos do que sobre o continente. A característica seletiva da absorção atmosférica tende a alterar o ciclo diurno da temperatura.

As nuvens diminuem a amplitude da variação, uma vez que, de dia, refletem radiação solar para o espaço, diminuindo a absorção pela superfície, e, à noite, absorvem e (re)irradiam grande quantidade de radiação terrestre, diminuindo o resfriamento da superfície. Outros motivos dizem respeito à velocidade do vento e à umidade relativa do ar. Dias com ventos calmos produzem maior amplitude térmica, porque há menos troca de calor entre as camadas de ar.

Umidade relativa do ar

Em relação à umidade, quanto mais seco estiver o ar, maior será a quantidade de radiação infravermelha da superfície que atravessará a atmosfera de volta para o espaço, aumentando, assim, a amplitude térmica.

Outro efeito extremamente importante é o tipo de cobertura condutiva da superfície. Áreas cobertas por vegetação possuem baixa condutividade térmica e alto albedo e, geralmente, umidade relativa maior.

Já áreas urbanas, que apresentam superfícies impermeáveis, são boas condutoras de calor e possuem baixo albedo e, geralmente, baixa umidade relativa. Regiões densamente florestadas podem ter uma diminuição na radiação incidente na superfície, levando a temperaturas mais amenas durante o dia. Ao mesmo tempo, como há considerável evapotranspiração das plantas, as temperaturas durante a noite e a madrugada tendem a ser mais altas do que aquelas encontradas em regiões com poucas árvores.


Para saber mais

Em Meteorologia: noções básicas, os fenômenos meteorológicos são apresentados de forma simples e didática, desde os conceitos básicos de composição e estrutura da atmosfera até a previsão do tempo e do clima e as mudanças climáticas.

Confira a degustação da obra aqui.

Capa do livro “Meteorologia: noções básicas”, publicação da Editora Oficina de Textos

Capa do livro “Meteorologia: noções básicas”, publicação da Editora Oficina de Textos

climatologia fenômenos climáticos meteorologia previsão do tempo temperatura

Você também pode gostar

Geografia

Geoprocessamento: aplicações práticas na geografia moderna

Resumo rápido: O geoprocessamento revolucionou a geografia moderna ao permitir a análise precisa de dados espaciais e territoriais.  O geoprocessamento revolucionou a forma como compreendemos e analisamos o espaço...

6 dias atrás
Geografia

Segregação urbana: o que é, causas e impactos na vida nas cidades

Resumo rápido: Entenda o que é segregação urbana e como ela afeta a vida nas cidades de forma profunda e estrutural. Esse fenômeno envolve a separação socioespacial, a desigualdade no acesso à moradia, transporte...

3 semanas atrás

Categorias

  • Agronomia100
  • Arquitetura43
  • Engenharia Civil240
  • Geografia93
  • Geologia e Minas139
  • Meio Ambiente e Rec. Hídricos108
  • Geotecnologias37
  • Outros20

Matérias recentes

Organismos microscópicos do plâncton vistos em fundo escuro sob aumento.
Plâncton: o que é e como ajuda a regular o clima da Terra
Manutenção preditiva
Manutenção preditiva: sensores e análise de dados na indústria
Hidrogênio verde
Hidrogênio verde e sistemas elétricos: entenda a relação e os impactos no setor energético
Permafrost
Permafrost em degelo: riscos climáticos globais e impactos ambientais
Geoprocessamento
Geoprocessamento: aplicações práticas na geografia moderna
Duas mãos segurando um DNA
Expressão gênica: como os genes são ativados e regulados no organismo
Pessoa acessando o Google em seu laptop
Google Acadêmico: como usar para pesquisas científicas eficientes
Casas inteligentes
Casas inteligentes: integração entre arquitetura e automação para o lar moderno
Plantação agrícola com trator
Estresse hídrico: o que é e como fazer o manejo correto nas culturas agrícolas?
  • ads-visite-livraria-ofitexto.jpg

Blog da Editora Oficina de Textos

A Oficina de Textos publica livros universitários e profissionais e visa promover, consolidar e difundir Ciência e Tecnologia brasileiras.

  • facebook
  • instagram
  • linkedin

Inscrição Newsletter

Links Úteis

  • Quem Somos
  • Conselho Editorial
  • Sala de Autores
  • Próximos Webinars
  • Talks
  • Eventos
  • Política de Privacidade

© 2026 · Oficina de Textos · Todos os Direitos Reservados · Powered by DATAFY

  • Home
  • Quem Somos
  • Conselho Editorial
  • Sala de Autores
  • Webinars
    • Próximos Webinars
    • Talks
  • Eventos
  • Loja