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Literatura

Revisão sistemática da literatura: guia completo de como funciona

1 dia atrás
6 min de leitura

Resumo rápido: A revisão sistemática da literatura organiza, analisa e sintetiza evidências científicas, seguindo critérios claros de busca em bases de dados, seleção de estudos e avaliação da qualidade metodológica. 

Neste guia completo, você vai entender o que é revisão sistemática, para que serve, como funciona cada etapa e como aplicar essa metodologia com precisão no seu trabalho acadêmico. 

O que é revisão sistemática?

É um método científico estruturado para identificar, selecionar, avaliar e sintetizar estudos sobre uma pergunta específica. Diferentemente de um resumo comum, ela segue critérios previamente definidos, reduzindo vieses e aumentando a confiabilidade dos resultados. 

Assim, o pesquisador não escolhe artigos aleatoriamente, mas aplica regras claras desde o início. Esse rigor transforma a revisão sistemática em uma das bases mais sólidas da pesquisa científica contemporânea.

Revisão sistemática vs revisão integrativa 

Embora sejam parecidas, revisão do tipo sistemática e revisão integrativa possuem propósitos distintos. A revisão integrativa permite maior flexibilidade metodológica, reunindo diferentes tipos de estudo. Em contrapartida, a sistemática mantém foco rígido em critérios e qualidade.

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Portanto, quando o objetivo é obter evidências robustas para tomada de decisão, a revisão sistemática tende a ser mais recomendada. Já a integrativa pode ampliar discussões teóricas e explorar diferentes perspectivas.

Revisão sistemática
Esse tipo de revisão ajuda muito nos estudos.

Por que fazer uma revisão sistemática? 

Realizar uma revisão dessas permite compreender o estado da arte de um tema com base em evidências consolidadas. Então, em vez de depender de um único estudo, o pesquisador analisa um conjunto estruturado de pesquisas. Isso fortalece conclusões e reduz riscos de interpretações equivocadas.

Além disso, essa metodologia contribui para decisões estratégicas em políticas públicas, práticas clínicas e planejamento educacional. Por exemplo, governos utilizam revisões sistemáticas para fundamentar diretrizes de saúde baseadas em evidências consistentes.

Objetivos principais 

Os objetivos centrais incluem mapear evidências, comparar resultados e identificar lacunas. Dessa forma, o pesquisador descobre o que já foi respondido e o que ainda precisa ser investigado.

Ao mesmo tempo, a revisão sistemática evita duplicidade de pesquisas. Isso economiza recursos e direciona esforços científicos para questões ainda não exploradas.

Importância na pesquisa acadêmica

No ambiente acadêmico, a revisão agrega credibilidade ao trabalho. Bancas avaliadoras valorizam estudos que apresentam base sólida e critérios claros.

Além disso, estudantes de mestrado e doutorado utilizam essa metodologia para fundamentar hipóteses. Assim, o projeto de pesquisa começa com conhecimento organizado e validado.

Quais são os tipos de revisão sistemática? 

Os tipos de revisão sistemática variam conforme a natureza dos dados analisados e o objetivo do estudo. Algumas priorizam análise estatística, enquanto outras enfatizam interpretação qualitativa. Essa diversidade amplia as possibilidades metodológicas.

Desse modo, antes de escolher o tipo mais adequado, é importante considerar:

  1. Natureza dos dados disponíveis;
  2. Objetivo da pesquisa;
  3. Quantidade de estudos encontrados.

Revisões com meta-análise 

A meta-análise combina estatisticamente resultados de estudos semelhantes. Esse procedimento aumenta o poder de evidência ao reunir amostras maiores.

Por exemplo, ao avaliar um medicamento, diferentes pesquisas podem apresentar resultados variados. Portanto, a meta-análise consolida esses dados e oferece uma estimativa mais precisa do efeito.

Revisões qualitativas e meta-síntese 

Já as revisões qualitativas analisam interpretações e significados. Em vez de números, o foco está em experiências, percepções e contextos.

Esse tipo é comum em pesquisas sociais, onde compreender vivências é tão relevante quanto medir resultados quantitativos.

Quais são as etapas de uma revisão sistemática?

As etapas seguem um fluxo organizado que garante transparência e rigor metodológico. Desde o protocolo inicial até a síntese final, cada fase precisa ser documentada com clareza. Então, esse processo estruturado diferencia a revisão sistemática de outros tipos de revisão.

Antes de avançar, é importante visualizar as principais fases:

  1. Elaboração do protocolo;
  2. Busca em bases de dados;
  3. Aplicação de critérios de seleção;
  4. Avaliação da qualidade metodológica;
  5. Síntese e apresentação dos resultados.
Revisão sistemática
Esse processo tem etapas muito bem definidas.

Criação do protocolo de revisão

O protocolo funciona como um plano detalhado do estudo. Ele define objetivos, critérios e métodos antes da coleta dos dados. Dessa forma, essa etapa evita mudanças arbitrárias ao longo do processo.

Estratégia de busca e bases de dados 

A estratégia de busca utiliza descritores e operadores booleanos. Isso amplia a abrangência sem perder foco. Bases como PubMed, Scopus e Web of Science são frequentemente utilizadas.

Critérios de inclusão e exclusão 

Esses critérios determinam quais estudos serão considerados. Eles podem envolver período, idioma ou tipo de metodologia. Então, a aplicação consistente desses filtros garante imparcialidade.

Agora que você compreende como funciona a revisão do tipo sistemática, explore outros conteúdos aprofundados sobre literatura, metodologia científica e fortaleça ainda mais suas pesquisas acadêmicas.

O que mais saber sobre revisão sistemática?

Veja outras dúvidas sobre o tema.

1) Qual a diferença entre revisão sistemática e revisão integrativa?

Uma sistemática segue um protocolo rigoroso, com critérios explícitos de busca e seleção, buscando síntese abrangente e minimização de vieses. Já a integrativa também analisa literatura, mas tende a ser mais flexível.

2) Quanto tempo leva para concluir uma revisão sistemática de literatura?

O tempo varia conforme o tema, a quantidade de estudos e os recursos disponíveis, mas geralmente pode levar semanas até meses, porque cada etapa — desde a definição da pergunta até a seleção e síntese dos estudos — deve ser feita com rigor metodológico.

3) É obrigatório usar meta-análise em uma revisão sistemática?

A meta-análise é uma técnica estatística que pode ser usada em uma revisão quando os dados dos estudos forem compatíveis para combinação quantitativa. Entretanto, muitas revisões sistemáticas sintetizam resultados de forma qualitativa sem meta-análise.

4) Onde devo registrar o protocolo da minha revisão sistemática?

Uma prática recomendada é registrar o protocolo em bancos como PROSPERO, que permite a pré-publicação de métodos, ajudando a evitar duplicações e aumentando a transparência do processo de revisão.

5) Quais são as principais bases de dados para buscar estudos em uma revisão sistemática?

As bases escolhidas dependem da área do seu tema, mas entre as mais usadas estão PubMed, Web of Science, Scopus, Embase e também a busca em literatura cinzenta (teses, dissertações e relatórios), garantindo mais exaustividade.

Resumo desse artigo sobre revisão sistemática

  1. Revisão sistemática é método rigoroso de síntese científica;
  2. Exige pergunta clara e protocolo estruturado;
  3. Segue etapas definidas e critérios transparentes;
  4. Pode incluir meta-análise ou abordagem qualitativa;
  5. Contribui para decisões baseadas em evidências.

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