Blog Ofitexto
  • Home
  • Quem Somos
  • Conselho Editorial
  • Sala de Autores
  • Webinars
    • Próximos Webinars
    • Talks
  • Eventos
  • Loja
Blog Ofitexto
  • Home
  • Quem Somos
  • Conselho Editorial
  • Sala de Autores
  • Webinars
    • Próximos Webinars
    • Talks
  • Eventos
  • Loja
      • Facebook
      • Instagram
      • Linkedin
Blog Ofitexto
FacebookXEmailLinkedInWhatsApp
Meio Ambiente e Rec. Hídricos

Obra de Luis Sánchez aborda avaliação de impactos cumulativos

maio 9, 2024
6 min de leitura

“Antes de iniciar uma avaliação de impactos cumulativos, é preciso ter clareza de seu propósito”, afirma o autor.

Após o sucesso de Avaliação de impacto ambiental, já em sua terceira edição, o professor Luis Enrique Sánchez retorna à Oficina de Textos com um aprofundamento na avaliação de impactos cumulativos, campo que necessita de implementação no contexto brasileiro e mundial.

Em sete capítulos, a obra aborda os tipos de impactos cumulativos, as bases conceituais de sua avaliação, o desenvolvimento de medidas de mitigação desses impactos, as ferramentas de acompanhamento e gestão de projetos, e muito mais.

Capa do livro “Avaliação de impactos cumulativos”, publicação da Editora Oficina de Textos

Capa do livro “Avaliação de impactos cumulativos”, publicação da Editora Oficina de Textos

O professor Luis Sánchez cedeu uma entrevista ao Comunitexto para falar sobre esse novo livro. Leia na íntegra!

Comunitexto (CT): O best-seller Avaliação de impacto ambiental já conta com um capítulo sobre AIC (avaliação de impactos cumulativos). Qual foi a motivação para expandir o assunto, a ponto de lançar um livro especificamente sobre esse tipo de avaliação, três anos após o lançamento de AIA?

Luis Enrique Sánchez (LES): Percebi que muitos profissionais de avaliação de impactos, atuantes em empresas, governos, ou organizações da sociedade civil, reconhecem a importância de considerar os impactos cumulativos em processos decisórios sobre projetos ou planos ou programas, mas não sabem exatamente como fazer isso.

Banner Ofitexto

Na terceira edição de AIA: conceitos e métodos, incluí um capítulo que foi útil para muita gente, mas o espaço é limitado. Então, pensei em um livro exclusivo sobre o assunto, aproveitando que o interesse tem crescido.

Há mais gente querendo avaliar impactos cumulativos e é importante que a prática comece bem orientada. Avaliar impactos cumulativos requer metodologias apropriadas, que não são as mesmas convencionalmente usadas para avaliar impactos de projetos.

CT: Além de mostrar todo o percurso de uma avaliação de impactos cumulativos, desde os conceitos, enfoques, metodologia, planejamento, até as medidas de mitigação, quais são os outros pontos de destaque da obra?

LES: O livro realmente tem como foco o planejamento e a realização de estudos de avaliação de impactos cumulativos. Todas as etapas são ilustradas com exemplos e casos práticos de estudos realizados em vários países.

CT: O livro ilustra muitos casos reais ao redor do mundo. Existem exemplos da aplicação dessa forma de avaliação no Brasil?

LES: Apesar do interesse recente, o Brasil está bem atrasado em termos de avaliação de impactos cumulativos, mas existem sim alguns exemplos, e eles são mencionados no livro.

Trabalhador sendo içado por helicóptero em uma barragem. Há um caminho de terra em volta dos taludes, com montanhas ao fundo.

Para descaracterizar uma barragem classificada no mais elevado nível de risco, diversas medidas de segurança dos trabalhadores são necessárias, como a escavação de rejeitos por equipamentos operados por controle remoto e o corte da vegetação nos taludes por trabalhador transportado e suspenso por um cabo ligado a um helicóptero, mostrado nesta imagem.

CT: Como está o cenário atual para os profissionais que atuam com esse tipo de avaliação? Quais são os principais desafios e dificuldades que eles podem encontrar?

LES: Tem havido maior interesse no assunto e alguns órgãos governamentais têm exigido a avaliação de impactos cumulativos em certas situações. Esse movimento é mais notável em Minas Gerais, mas há também iniciativas do Ibama. Desconheço iniciativas semelhantes em São Paulo ou em outros Estados.

O maior desafio para os profissionais é se desvencilharem da “armadura” do licenciamento ambiental – e dos vícios da prática burocratizada da avaliação de impactos para fins de licenciamento.

A mitigação de impactos cumulativos também é diferente da mitigação “clássica” de impactos de um projeto, na qual a responsabilidade é, essencialmente, do empreendedor. Em geral, para mitigar impactos cumulativos é necessário atuar de maneira diferenciada em múltiplas fontes de impacto, porque cada uma requer ações específicas de mitigação.

Tudo isso exige que o profissional tenha não apenas experiência, mas principalmente uma boa base conceitual e um entendimento muito robusto sobre impactos cumulativos e os processos necessários para sua avaliação e mitigação. Não há receita de bolo a ser seguida. O importante, que nem sempre é compreendido, é determinar aonde se quer chegar.

Sem uma clara definição da finalidade de cada avaliação de impacto cumulativo, mesmo os melhores profissionais podem se perder. Por isso, no livro procuro explicar que, antes de iniciar uma avaliação de impactos cumulativos, é preciso ter clareza de seu propósito, da razão de avaliar impactos cumulativos, especificando qual decisão deverá ser informada por essa avaliação.

Os profissionais de avaliação de impactos estão acostumados a fazer longos diagnósticos pouco conectados com a análise de impactos. Além de longos e descritivos, os diagnósticos costumam apresentar apenas a condição atual do ambiente, mas para avaliar impactos cumulativos é importante conhecer a trajetória de certos componentes ambientais ou sociais selecionados, e indicar se o ambiente ainda comporta novos projetos; para isso, é preciso determinar limites aceitáveis de mudança. Esses não são conceitos usuais no licenciamento ambiental.

Luis Enrique Sánchez é graduado em Engenharia de Minas pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (1980) e em Geografia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (1984). Entre 2010 e 2013 foi coordenador do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mineral da USP, e entre novembro de 2013 e novembro de 2015 foi chefe de Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo.


Dominando a avaliação de impactos cumulativos

Esta nova obra de Luis Enrique Sánchez expande o campo da avaliação de impacto ambiental para os impactos cumulativos, os quais resultam de um conjunto de ações humanas, inclusive daquelas que, individualmente, causam pequeno impacto.

Geralmente negligenciados, os impactos cumulativos podem e devem ser avaliados, seja como parte dos estudos de impacto ambiental, seja como estudo de âmbito regional.

Avaliação de impactos cumulativos fornece bases conceituais para a prática dessa avaliação, explica as suas diferentes modalidades, e a metodologia geral para o planejamento e realização de um estudo de impactos cumulativos e para a mitigação desses impactos.

O livro ainda traz um glossário com o significado de mais de 40 termos aplicados à avaliação de impactos cumulativos. Ilustrada com quase 40 figuras que sintetizam o conteúdo, apresentando mais de uma dezena de casos reais de aplicação em vários países.

Confira a degustação da obra clicando aqui.

Capa do livro “Avaliação de impactos cumulativos”, publicação da Editora Oficina de Textos

Capa do livro “Avaliação de impactos cumulativos”, publicação da Editora Oficina de Textos

avaliação ambiental avaliação de impactos impactos ambientais impactos cumulativos

Você também pode gostar

Meio Ambiente e Rec. Hídricos

O que é a Agenda 2030 e como funcionam os ODS da ONU

Resumo rápido: A Agenda 2030 é um plano global criado pela ONU para promover desenvolvimento sustentável, reduzir desigualdades e proteger o planeta até 2030.  A Agenda 2030 é um plano de ação global criado pela...

2 semanas atrás
Meio Ambiente e Rec. Hídricos

Assoreamento de rios: impactos ambientais e sociais que ameaçam ecossistemas

Resumo rápido: O assoreamento de rios ocorre pelo acúmulo de sedimentos, alterando o curso da água e acelerando a degradação ambiental. Esse processo compromete ecossistemas aquáticos, aumenta o risco de enchentes e...

1 mês atrás

Categorias

  • Agronomia100
  • Arquitetura43
  • Engenharia Civil240
  • Geografia93
  • Geologia e Minas139
  • Meio Ambiente e Rec. Hídricos108
  • Geotecnologias37
  • Outros20

Matérias recentes

Organismos microscópicos do plâncton vistos em fundo escuro sob aumento.
Plâncton: o que é e como ajuda a regular o clima da Terra
Manutenção preditiva
Manutenção preditiva: sensores e análise de dados na indústria
Hidrogênio verde
Hidrogênio verde e sistemas elétricos: entenda a relação e os impactos no setor energético
Permafrost
Permafrost em degelo: riscos climáticos globais e impactos ambientais
Geoprocessamento
Geoprocessamento: aplicações práticas na geografia moderna
Duas mãos segurando um DNA
Expressão gênica: como os genes são ativados e regulados no organismo
Pessoa acessando o Google em seu laptop
Google Acadêmico: como usar para pesquisas científicas eficientes
Casas inteligentes
Casas inteligentes: integração entre arquitetura e automação para o lar moderno
Plantação agrícola com trator
Estresse hídrico: o que é e como fazer o manejo correto nas culturas agrícolas?
  • ads-visite-livraria-ofitexto.jpg

Blog da Editora Oficina de Textos

A Oficina de Textos publica livros universitários e profissionais e visa promover, consolidar e difundir Ciência e Tecnologia brasileiras.

  • facebook
  • instagram
  • linkedin

Inscrição Newsletter

Links Úteis

  • Quem Somos
  • Conselho Editorial
  • Sala de Autores
  • Próximos Webinars
  • Talks
  • Eventos
  • Política de Privacidade

© 2026 · Oficina de Textos · Todos os Direitos Reservados · Powered by DATAFY

  • Home
  • Quem Somos
  • Conselho Editorial
  • Sala de Autores
  • Webinars
    • Próximos Webinars
    • Talks
  • Eventos
  • Loja