Blog Ofitexto
  • Home
  • Quem Somos
  • Conselho Editorial
  • Sala de Autores
  • Webinars
    • Próximos Webinars
    • Talks
  • Eventos
  • Loja
Blog Ofitexto
  • Home
  • Quem Somos
  • Conselho Editorial
  • Sala de Autores
  • Webinars
    • Próximos Webinars
    • Talks
  • Eventos
  • Loja
      • Facebook
      • Instagram
      • Linkedin
Blog Ofitexto
FacebookXEmailLinkedInWhatsApp
Outros

Engenharia genética no combate à dengue

fevereiro 19, 2013
4 min de leitura

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que a dengue infecta pelo menos 50 milhões de pessoas por ano, sendo 764 mil no Brasil. Embora não exista uma vacina, cura ou tratamento eficaz para essa doença, a empresa Oxitec (Oxford Insect Technologies) tem investido em engenharia genética para tentar extinguir o principal vetor da dengue: o mosquito Aedes aegypti.

Foto aproximada de um mosquito da dengue.

(Fonte: Wikimedia Commons)

Conhecido por suas características peculiares, como manchas brancas espalhadas pelo tórax e anéis brancos nas pernas, o Aedes aegypti já foi responsável pela epidemia de febre amarela no século XIX. Atualmente, por transmitir a dengue, provoca a morte de aproximadamente 500 pessoas por ano no País.

Como muitos inseticidas já são inócuos no combate ao mosquito, a Oxitec decidiu tentar outra abordagem, desenvolvendo um método de modificação da estrutura genética do macho, que consiste basicamente em transformá-lo em um mutante capaz de destruir sua própria espécie.

Em um espaço controlado no laboratório da Moscamed, instituição de pesquisa com insetos localizada em Juazeiro (BA), cientistas trabalham com pequenas agulhas de vidro para inserir dois genes nos ovos do mosquito.

Banner Ofitexto

Um dos genes carrega instruções para manufaturar uma grande quantidade de proteínas, contribuindo para tornar as células do inseto pouco saudáveis. Esse gene é mantido sob controle por meio da inserção de tetraciclina (um poderoso antibiótico) na comida dos mosquitos, fazendo com que a droga se ligue à proteína e aja como um interruptor que pode ligá-la e desligá-la. O outro gene é um marcador fluorescente que ajuda os pesquisadores a diferenciar os pernilongos normais dos modificados, já que, sob a lente de um microscópio, as larvas emitem um brilho vermelho intenso.

Depois da eclosão dos ovos, os mosquitos são criados e alimentados com uma combinação de sangue de cabra e ração para peixe. Após a reprodução, os técnicos do laboratório exterminam as fêmeas e soltam os machos na natureza, que, por sua vez, cruzam com fêmeas normais. Os ovos resultantes desse cruzamento são chocados normalmente, mas, antes que os novos mosquitos possam voar, os genes fatais matam todos eles.

Os mosquitos modificados ficaram conhecidos oficialmente como OX513A e têm uma vida breve. O processo inteiro, da criação à destruição, demora menos de duas semanas. Atualmente, o laboratório produz 4 milhões de ovos, mas vai aumentar a produção para 10 milhões, mesmo que teoricamente a Oxitec já tenha modificado todos os ovos de que o mundo pode precisar. Isso ocorre porque poucos desses ovos vingam.

Foto aproximada de um mosquito da dengue.

(Fonte: Moscamed)

No Brasil, os estudos de campo já começaram há um ano, como fruto de uma colaboração entre a Moscamed, a Oxitec e a Universidade de São Paulo (USP). Os resultados preliminares são impressionantes: o grupo recentemente coletou amostras de ovos em dois bairros onde os mosquitos de laboratório foram soltos e descobriu que 85% deles eram geneticamente modificados. Embora ainda seja difícil prever os resultados, os cientistas estimam que, com um número alto o suficiente desses ovos, a população de Aedes aegypti diminua, assim como a incidência da dengue.

Fonte: Revista Piauí.


Melhoramento genético animal 

Francisco Salzano, professor emérito do Departamento de Genética do Instituto de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e membro das academias de ciências do Brasil, do Chile, da América Latina, dos EUA e do Terceiro Mundo, discorre sobre o processo de melhoramento genético em animais na obra DNA, e eu com isso?.

Segundo Salzano, esses métodos não são tão simples quanto aqueles usados nas plantas, as quais requerem menos espaço e têm características biológicas que possibilitam a prática de cruzamentos genéticos de modo mais simples. No caso dos animais, os métodos de melhoramento são mais utilizados em populações de reprodutores, a fim de eliminar características genéticas indesejáveis, como doenças hereditárias.

O processo é similar ao de modificação de Aedes aegypti e consiste na retirada de ovócitos e sua fertilização com gametas excepcionais. O Brasil é o campeão mundial em número de embriões e gestações produzidos por fertilização in vitro.


Para saber mais

Se você gostou dessa curiosa abordagem da genética, vai se interessar também pelos livros Genômica e evolução: moléculas, organismos e sociedades e DNA, e eu com isso?, escritos por Francisco Salzano.

A primeira obra, lançada em 2012, apresenta conteúdo voltado para estudantes de biomedicina, biologia, bioquímica e genética, entre outras, e proporciona uma rara visão holística da área.

Capa de Genômica e evolução.

Já DNA, e eu com isso? é indicada para alunos de ensino médio e escolas técnicas, com conteúdo rico e inovador sobre o potencial do DNA.

Capa de DNA e eu com isso?
biologia doenças engenharia genética

Você também pode gostar

Outros

Fichamento: o que é, para que serve e como fazer corretamente?

Resumo rápido: O fichamento é uma técnica prática para organizar a leitura, registrar anotações essenciais e facilitar o estudo de textos acadêmicos ou profissionais. Com ele, você transforma conteúdos complexos em...

3 semanas atrás
Outros

ENTRETENIMENTO E CULTURA

POR QUE E O QUE PROPOMOS Dando o próximo passo para a ampliação do acervo – com base na prioridade que você caro leitor nos indicou – vamos iniciar com Literatura e Cultura. Pensamos em como oferecermos um...

9 meses atrás

Categorias

  • Agronomia98
  • Arquitetura41
  • Engenharia Civil239
  • Geografia91
  • Geologia e Minas138
  • Meio Ambiente e Rec. Hídricos107
  • Geotecnologias37
  • Outros20

Matérias recentes

Livro Estabilidade de taludes de Willy Lacerda
WILLY LACERDA E OS COLÚVIOS
Construção a seco
Construção a seco: como funciona, tipos e benefícios técnicos no Brasil
Concretagem
Concretagem: o guia completo de como fazer passo a passo
Fitossanidade
Fitossanidade: prevenção de pragas e doenças na agricultura moderna
Impermeabilização
Impermeabilização: técnicas essenciais e sua importância nas edificações
Intemperismo
Intemperismo: como as rochas se desgastam naturalmente ao longo do tempo
Terraplenagem
Terraplenagem: etapas, técnicas e importância na preparação do terreno
Histologia
Histologia: o que é e como os tecidos formam os organismos
Escala cartográfica
Escala cartográfica: como interpretar mapas corretamente
  • ads-visite-livraria-ofitexto.jpg

Blog da Editora Oficina de Textos

A Oficina de Textos publica livros universitários e profissionais e visa promover, consolidar e difundir Ciência e Tecnologia brasileiras.

  • facebook
  • instagram
  • linkedin

Inscrição Newsletter

Links Úteis

  • Quem Somos
  • Conselho Editorial
  • Sala de Autores
  • Próximos Webinars
  • Talks
  • Eventos
  • Política de Privacidade

© 2026 · Oficina de Textos · Todos os Direitos Reservados · Powered by DATAFY

  • Home
  • Quem Somos
  • Conselho Editorial
  • Sala de Autores
  • Webinars
    • Próximos Webinars
    • Talks
  • Eventos
  • Loja