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Geologia e Minas

Espectros de rochas ígneas

3 meses atrás
6 min de leitura

Os espectros de rochas ígneas oferecem uma janela privilegiada para compreender sua composição mineralógica e química.

Por meio da análise espectral, é possível identificar assinaturas específicas de minerais, avaliar a proporção de sílica, além de distinguir variações de textura e origem magmática.

O que são rochas ígneas?

Rochas ígneas são formações sólidas originadas a partir do resfriamento e solidificação do magma ou da lava, compondo uma das principais classes de rochas existentes na Terra. 

Elas podem se formar no interior da crosta terrestre, em ambientes profundos, ou na superfície, após erupções vulcânicas. 

A diversidade de cores, texturas e usos faz com que essas rochas estejam presentes tanto em construções quanto em processos naturais de modelagem do relevo.

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Principais características das rochas ígneas incluem:

  • origem a partir do magma ou lava;
  • estrutura cristalina que varia conforme a velocidade de resfriamento;
  • presença de minerais como quartzo, feldspato e mica;
  • resistência e durabilidade em comparação a outros tipos de rochas.

Rochas ígneas ou magmáticas: existe diferença?

Rochas ígneas e rochas magmáticas são expressões que se referem ao mesmo tipo de formação geológica, ou seja, não existe diferença conceitual entre os dois termos. 

A variação ocorre apenas na nomenclatura utilizada por diferentes áreas do conhecimento ou regiões de estudo. Em geral, o termo “ígneas” é mais comum em textos acadêmicos, enquanto “magmáticas” pode aparecer em contextos didáticos.

Em ambos os casos, trata-se de rochas resultantes do resfriamento do magma, que podem ser intrusivas ou extrusivas. 

Essa dupla nomenclatura não altera a essência do conceito, mas amplia a compreensão do tema para diferentes públicos, seja na geologia profissional ou no ensino básico.

Como as rochas ígneas são formadas?

As rochas ígneas são formadas pelo resfriamento do magma ou da lava, em diferentes profundidades e condições ambientais. 

Quando o resfriamento acontece lentamente, no interior da crosta, formam-se cristais visíveis a olho nu, originando as chamadas rochas ígneas intrusivas. 

Já quando ocorre de maneira rápida, após erupções, surgem as rochas extrusivas, geralmente com textura mais fina.

Por exemplo, quando o vulcão Etna lança lava incandescente que se solidifica ao ar livre, o resultado é a formação de rochas como o basalto. Já o magma que nunca chega à superfície, solidificando lentamente em profundidade, dá origem a rochas como o granito.

Diferença entre magma e lava

Muitas pessoas confundem magma e lava, mas existe uma diferença clara entre os dois conceitos. O magma é a massa de rocha fundida localizada no interior da Terra, enquanto a lava é esse mesmo material após extravasar na superfície durante uma erupção vulcânica.

Essa distinção é importante porque o ambiente em que ocorre o resfriamento influencia diretamente na textura, estrutura e tipo de rocha ígnea formada.

Exemplos práticos de formação de rochas ígneas

Para compreender melhor, imagine uma cidade construída sobre um platô rochoso de granito. Essa rocha só existe porque o magma se resfriou lentamente no interior da Terra, permitindo o desenvolvimento de cristais grandes. 

Já no Havaí, ilhas inteiras são formadas por basaltos, resultado da lava que se solidifica rapidamente após erupções.

Esses exemplos reais ajudam a visualizar como as condições de resfriamento moldam as rochas e suas características.

Qual é a relação entre o índice de cor das rochas ígneas e o teor de SiO₂?

Em termos de classificação das rochas ígneas, existe uma tendência geral de que, quanto maior for o índice de cor (mais escura), menor será o teor de SiO2.

Foto de magma escorrendo de rocha.

As rochas ígneas surgem da solidificação do magma (Foto: Alunos Online)

Segundo o teor de SiO2, as rochas ígneas são classificadas quimicamente em: ultrabásicas (SiO2 < 45%), básicas (45% < SiO2 < 52%), intermediárias (52% < SiO2 < 66%) e ácidas (SiO2 > 66%).

Essa classificação por teor de sílica é válida apenas para as rochas ígneas da série Ca-alcalina (a outra série é a toleítica, de caráter não alcalino). Nesse sentido, basalto é uma rocha máfica e básica, e granito é uma rocha félsica e ácida.

Grosso modo, as rochas ultrabásicas, básicas, intermediárias e ácidas correspondem, respectivamente, às seguintes categorias de índices de cor (M):

  • ultramáficas têm índice 70 < M < 100;
  • máficas, 40 < M < 70;
  • intermediárias, 20 < M < 40;
  • félsicas, 0 < M < 20.

Minerais de cores claras, escuras e muito escuras

Os minerais de cores claras têm composição principal de SiO2, Al2O3, Na2O e K2O e baixos teores de MgO e FeO – por exemplo, quartzo, feldspato alcalino, plagioclásio e feldspatoides.

Já os minerais escuros são silicatos compostos principalmente de altos teores de MgO, FeO e Fe2O3 – por exemplo, olivina, ortopiroxênio, clinopiroxênio, hornblenda e biotita.

Os minerais muito escuros, opacos, quimicamente são óxidos, sulfetos, e hidróxidos de metais pesados – magnetita, ilmenita e pirita são os exemplos mais comuns.

Gráficos de diferença entre os níveis médios de reflectância das rochas ígneas.

Imagem retirada do livro Reflectância dos materiais terrestres, Ed. Oficina de Textos (2019). Todos os direitos reservados.

Espectralmente, as reflectâncias das rochas ígneas em geral se ajustam a essas formas de classificação.

Como mostra a figura, as rochas ígneas ácidas, intermediárias, básicas e ultrabásicas diferenciam-se relativamente bem entre si por meio de seus albedos, o que é em boa parte consequência da variação de seus índices de cor.

As rochas de composição ácida mais claras apresentam albedo mais alto e espectros com frequentes absorções de hidroxila e de água em 1.400 nm e 1.900 nm.

As rochas intermediárias e ultrabásicas têm albedo de nível médio de reflectância; as intermediárias possuem feições de absorção muito pouco intensas e por isso mais difíceis de detectar, e as ultrabásicas típicas mostram larga absorção em torno de 1.000 nm.

A ausência de bandas de água nas básicas, juntamente com o aumento de minerais opacos (magnetita), causa o mais baixo albedo dessas rochas.

Qual livro ler sobre o assunto?

Reflectância dos materiais terrestres apresenta ao longo de dez capítulos os conceitos relativos aos mecanismos de interação da luz com a matéria, servindo de manual para a interpretação da reflectância dos materiais naturais.

Aprofunde seus conhecimentos em geologia. Explore os livros especializados da Ofitexto e descubra tudo sobre rochas ígneas, sua formação e classificação. Clique aqui e encontre a obra ideal para transformar sua curiosidade em conhecimento científico.

Leia também: Medida da reflectância com os espectrorradiômetros

Como as rochas se fundem na Terra?

Resumo desse artigo sobre rochas ígneas

  • Rochas ígneas ou magmáticas são formadas pelo resfriamento do magma ou lava;
  • Elas podem ser intrusivas (em profundidade) ou extrusivas (na superfície);
  • Fazem parte do ciclo litológico e originam outros tipos de rochas;
  • Sua classificação envolve ambiente de formação, composição e textura;
  • Possuem importância científica, econômica e cultural para a humanidade.
reflectância rochas rochas ígneas

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