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Geologia e Minas

Os critérios de reconhecimento dos minerais

setembro 10, 2015
3 min de leitura

A primeira etapa do reconhecimento dos minerais é feita no local, a olho nu, ou com lupa, e por meio de critérios simples. Depois, no laboratório, ela é confirmada e completada com técnicas mais caras e frequentemente destrutivas.

Técnicas expeditas de reconhecimento dos minerais

Dureza: os minerais classificam-se em função de uma escala de dureza, ou escala de Mohs, que varia de 1 (talco) a 10 (diamante). No local, utiliza-se uma placa de vidro (o quartzo risca o vidro) ou um martelo (de aço) e a unha (a unha risca gesso). Não se deve confundir a dureza e a resistência aos choques: o diamante (dureza 10) é muito frágil ao choque.

Escala de dureza dos minerais, usada para seu reconhecimento, do menos duro para o mais duro: Talco, Gesso, Calcita, Fluorita, Apatita, Ortoclásio, Quartzo, Topázio, Corindon, Diamante.

(Tabela retirada do livro 82 resumos geológicos, publicado pela Oficina de Textos. Todos os direitos reservados)

Densidade: cada mineral tem uma densidade própria. Muito denso, o ouro (19,3) é separado dos outros minerais, “lavando” as rochas (separação por gravitação). Separam-se os minerais por um sistema de líquidos de alta densidade, como o bromofórmio, nos quais os minerais flutuam mais ou menos, conforme sua densidade. Essas separações devem ser conduzidas em laboratório, por causa da alta toxicidade dos licores utilizados.

Cor, traço e fluorescência: alguns minerais têm cores vivas características (carbonatos de cobre verde ou azul; rodocrosita rosa), mas é preciso ser prudente, pois, em geral, a coloração origina-se de impurezas e muda com algumas alterações.

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Assim, a baritina BaSO4 é um mineral branco, que pode ganhar tons azulados, amarelados ou rosados, conforme o teor de Sr ou de Fe. A cor do traço (pó) sobre uma placa de porcelana é utilizada para identificar a pirita (traço preto) ou hematita (traço vermelho). O fenômeno de fluorescência natural ou provocada (reemissão de uma radiação pela excitação dos átomos) é característica dos minerais radioativos e de alguns minerais como a fluorita (CaF2) ou a xelita (CaWO4). Essa propriedade é usada na prospecção de superfície.

Reativos de local: testes muito simples permitem burilar o reconhecimento de um mineral: a efervescência com ácido diluído a frio é característica da calcita, enquanto a dolomia [CaMg(CO3)2] não reage a ele. A alizarina é um colorante das dolomias.

Propriedades organolépticas: é preferível não tentar experimentar minerais desconhecidos, já que certos arseniatos ou minerais de chumbo, por exemplo, podem ser muito tóxicos. No entanto, as propriedades organolépticas desempenham papel importante no reconhecimento: o arsênico, por exemplo, tem um cheiro aliado à superfície da fratura, enquanto as rochas siliciosas têm um cheiro de pedra de pederneira; as argilas grudam na língua, e os cloretos (NaCl, HCl) têm um gosto salgado ou amargo muito pronunciado.

Outros critérios de reconhecimento: o geólogo pode utilizar muitas outras características, como o tipo da superfície da fratura (simples, limpo, conchoidal, com ranhuras), que revela as clivagens do mineral, o brilho (metálico, engordurado, resinoso, adamantino ou sedoso), a birrefringência (calcita) ou ainda a cor da chama.

Técnicas de laboratório para identificação dos minerais

O mineral é submetido a tratamentos muitas vezes destrutivos para ser analisado e identificado: microscópios de transmissão ou reflexão (veja tabela abaixo), análises químicas ou por difração de raios X, microssonda iônica ou microscópio eletrônico.

Tabela de tratamentos possíveis para analisar e identificar minerais: microscópio, microssonda iônica, difração X e espectrometria.

(Tabela retirada do livro 82 resumos geológicos, publicado pela Oficina de Textos. Todos os direitos reservados)


Para saber mais

Essa matéria foi retirada do livro 82 resumos geológicos. A obra explica de forma didática e ilustrada os principais conceitos da Geologia, além de incluir problemas e questões de múltipla escolha para consolidar os conceitos apresentados, mapas e gráficos didáticos e palavras-chaves sobre cada tema apresentado.

Aquele trabalhão de resumir a matéria em fichas está feito!

Capa de 82 resumos geológicos.
minerais mineralogia resumos geológicos

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